Concretizada a
subida dos juniores
Na qualidade de melhor segundo classificado das três séries do campeonato de futsal da II Divisão da AFP, a equipa júnior do Grupo Cultural e Recreativo de Ardegães foi premiada com a subida ao primeiro patamar.
Na qualidade de melhor segundo classificado das três séries do campeonato de futsal da II Divisão da AFP, a equipa júnior do Grupo Cultural e Recreativo de Ardegães foi premiada com a subida ao primeiro patamar.
Uma prenda para uma
colectividade que no passado dia 25 de Abril comemorou o seu
33º aniversário.
A época terminou em
grande, com a vitória no último jogo, por 6 a 1, com
uma das candidatas à subida de divisão, mais
concretamente o Carvalhido.
No momento dos festejos, o
técnico da equipa de Águas Santas, Pedro Costa,
exaltou o feito pelo facto de ter sido conseguido num contexto de
dificuldades. «No final do encontro festejamos à moda
de Ardegães. Juntos relembramos o passado recente com o
mesmo sentimento de “orgulho” e até deu para rir
e chorar os bons momentos».
Pedro Costa relembra
obstáculos como «as ausências de atletas nos
treinos e jogos por motivos profissionais. A média por
treino rondava os 6 jogadores.
Pelo mesmo motivo faltei a
treinos». Uma das grandes “dores de
cabeça” foi a ausência do único
guarda-redes do Ardegães, que deixou de treinar e só
aparecia nos jogos. «Mando um grande abraço a um
amigo, de seu nome Hugo, de 16 anos, que efectuou os nossos treinos
como guarda-redes para me ajudar».
O técnico refere-se,
ainda, ao castigo decretado ao atleta Fábio Gomes, que o
impediu de jogar em toda a segunda volta; «Perdeu a
cabeça com um árbitro que decidiu dar início a
um jogo quando a quadra estava completamente alagada em
água».
Todavia, o momento é
de festejar a subida à I Divisão e Pedro Costa
considera, mesmo, ter sido a sua melhor época ao longo dos
dez anos que leva como treinador. «Fiz desta equipa um
conjunto fantástico, que soube acreditar em mim e,
principalmente, sobre acreditar no grupo.
Os momentos que passei no
Ardegães foram fantásticos. São um bom exemplo
para o meu futuro como treinador».
Pedro Costa sente-se,
também, orgulhoso pelo facto da subida ter sido conseguida
numa série que, no seu entender, foi das mais
complicadas.
Por isso deixou uma palavra
de reconhecimento aos adversários, «principalmente
às equipas do Amanhã da Criança, o vencedor da
série, Carvalhido, Negrelos, Dream Team, Guifonense e S.
Pedro Fins, todas elas com grande qualidade e com bons treinadores,
treinadores actualizados no
futsal».
Pedro Costa dedica a subida
de divisão a várias pessoas: «ao meu Pai e
à minha Avó porque estão a atravessar uma fase
muito difícil das suas vidas; à Cátia porque
não teve o sabor de me acompanhar como sempre fez, ao
Zé, Sérgio e ao Hélder, que me ajudaram neste
percurso de dois anos e que nunca me deixaram ir abaixo; ao Bruno
que transportou quase sempre os atletas a casa depois dos treinos e
jogos; ao Joãozinho de 9 anos, o meu seccionista e muitas
vezes guarda-redes nos treinos; aos Directores que sempre
resolveram os problemas desta equipa; à massa adepta que nos
apoiou e sempre acreditou em nós; e aos meus atletas por
tudo o que fizeram».
Quanto ao futuro, o nosso
entrevistado adianta que se encontra a estudar algumas propostas.
Uma decisão que deseja tomar atempadamente, no sentido de
planear a primeira fase da época junto do seu futuro
projecto.
Um projecto que até
poderá passar pelo Ardegães, mas desta feita no
escalão
sénior; «Acho
que seria a altura ideal para o GCR Ardegães apostar nos
seniores. Estes atletas têm uma elevada margem de
progressão e podiam ajudar ainda mais o
clube».
A bola está, assim,
do lado da direcção. Pedro Costa aguarda por uma
resposta, não escondendo que treinar uma equipa
sénior da casa seria cumprir um sonho.
Jornal
Maiahoje
Entrevista ao Jornal Maiahoje






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